A CURVA DA VIDA ...
Neste Mundo de ilusões, cada um faz o seu papel.
Somos actrizes, actores, ilusionistas ou, simplesmente, meros observadores dos contorcionistas de uma vida madrasta.
Percorremos estradas sinuosas, na busca de um final feliz que, teimosamente, insistimos em vislumbrar ao fundo, no horizonte.
Rimos, choramos, apelamos, lutamos ... enfim, esperamos que alguém dê por nós.
E seguimos.
Aproxima-se uma curva.
Preparamo-nos para o desconhecido.
Avançamos.
Algo nos espera do lado de lá.
Certos, de que um papel teremos de desempenhar, perguntamo-nos: será drama, comédia,...?
É mais uma volta da Vida.
Assim vamos, dia a dia, desempenhando os papéis que nos estão distribuídos.
Mas quando, quando poderemos tirar estas máscaras e gritar:
-Nós somos importantes. Nós ajudamos a construir um Mundo que, nem sempre, é justo connosco!!
Hoje, é o primeiro dia do Amanhã.
VALE A PENA TER CUIDADOS...

Domingo à tarde.
Uma dor inconveniente apoderou-se mim e activou a minha nostalgia, há algum tempo adormecida.
Pela abertura da porta,envidraçada da varanda, sinto que entra Vida.
Uma Vida que agita este fim de dia.
As árvores acolhem ramadas que, enlaçadas, se deixam embalar por uma brisa, num bailado verdejante.
E eu aqui.
E nós aqui.
Esta dor que me mói tomou conta das nossas vidas.
Enlaçou-nos.
Projectos gorados por um processo que corrói, lentamente, sem dó nem piedade, novos/velhos, homens/mulheres, pobres/ricos, ontem, hoje, amanhã...
Tomemos da Vida aquilo que nos dá, em cada dia, sem sofreguidão nem atropelos.
A Vida exala sonho e prazer, porém, é uma Senhora.
Como tal, na sua altivez não permite abusos, excessos, ingerências de procedimentos...
Quando assim é, no alto do seu nobre orgulho ofendido, retira-se, deixando um rasto cruel, ou não, de dor e privação.
Concedamos a primazia a todos os pequenos cuidados que esta Senhora requer.
Assim, concerteza não veremos, a luz do sol e a beleza do azul celeste, de um belo Domingo, através da janela de casa.
Estejamos atentos ...
SENTIMENTOS...
Vãs palavras,
falsos conceitos,
páginas desfolhadas
duma vida,
sem preconceitos.
Nas entrelinhas
do pensamento
vislumbram-se
ideias mesquinhas,
soletram-se
sílaba a sílaba,
concepções enraizadas
em palavras,
num profundo
endeusamento
de um EU
só e decadente.
por isabel
PAIXÃO ...
À noite,
o silêncio rasga o véu,
ondulante,
envolve os corpos,
soltos à magia da descoberta.
Neles se encontram,
e renegam,
paixões que queimam
no intenso fulgor de vidas
esquecidas
latentes
adormecidas;
mas, eternamente, vividas.
São prisioneiros do amor,
escravos da dor,
que eternizam a paixão
fundindo seus desejos
numa dança de corpos,
orquestrada,
pela batuta silenciosa,
da noite.
por Isabel
SONETO DE AMOR ...
Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma...Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.
Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.
E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.
Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
José Régio
A VIDA É LINDA...
Nos momentos difíceis é bom temos alguém que consegue dar-nos aquela palavra que servirá de trampolim para uma nova etapa. Sou injusta quando me queixo, eu sei!Quantos não desejariam ter alguém, como eu dou Graças a Deus por ter, que me faz sentir que estou viva e mereço viver?
Deixo aqui um "bombom" que recebi duma amiga; este serviu para me sacudir e dizer:
-Vai à luta que tens quem esteja contigo.
"Li a tua mensagem via telemóvel...acho muito bem que cuides de ti...muita gente está sempre à espera de nos ver menos bem se não mesmo mal. Ao fazeres por ti algo que te torna mais bonita vais aprender a gostar muito mais de ti o que fará muito bem aos que te rodeiam (filho e marido). Aprendi que quando me levanto devo ver-me ao espelho e pensar/dizer: eu estou, eu sou bonita...e isso vai reflectir-se no meu sorriso, no meu empenho e simpatia para com os outros...lembro-me de pedir às minhas doentes com tumor que pelo menos usassem vaselina para dar brilho aos lábios...e dizia-lhes para se questionarem (como gostaria cada marido e o filho de as verem? bem ou mal? )...num pano de dor devemos começar o combate no nosso interior. e isto é algo que só pode ser feito por cada um de nós...FORÇA Isabel
Boa noite.
Dorme bem e amanhã falamos."
Realmente, dormi bem.
E, estou aqui, de mangas arregaçadas e com uma imensa vontade de não entregar os pontos a todos que esperam obter algum (ou muitos, quem sabe?!) benefícios da minha (nossa) luta de coerência.
... até já...
CORAGEM...
Temo, nesta luta interior, sair vencida.
Não me sinto sozinha nesta batalha; mas, sei, que dela poderá depender o bem estar de outros.
Revolto-me, em silêncio, pela postura tida por quem eu pensava ser de uma coerência assumida.
Mas, Não!!!
As pessoas acomodam-se. Seguem o caminho mais fácil ou, então, aquele que não gera polémica, que deixa que o sono seja tranquilo, onde se está consciente de que se cumpriu a lei.
Porém, bem lá no âmago de cada um destes, o desejo é que haja quem se desvie à regra, que atropele as leis, que reaja, que diga NÃO!
Mas porquê?!
Será que há alguém que se considere íntegro, cumpridor, coerente,..., na verdade, anseie para que os outros não cumpram, lutem e ponham em causa valores?!
Sim!!
É da luta/revolta de alguns que poderão gritar vitória muitos.
Não sei viver assim. Não quero viver assim. Não quero ensinar a viver assim.
Os meus valores são outros.
A honestidade.
A coerência.
A transparência.
A frontalidade.
A tolerância.
Em suma, manter firmes, sem atropelos, as minhas convicções.
Ser Eu...
... até já..
AFONSO TIAGO ...

Está, desde sexta-feira passada, dia 10, desaparecido o Afonso Tiago, estagiário pelo programa InovContacto em Berlim.
Elementos fisionómicos e outros dados aqui: http://findafonsotiago.blogspot.com/
Vamos fazer uma corrente ao publicar a sua fotografia. As notícias hão-de surgir, se Deus quiser.
... até já...
EU VIVO...
(Vieira de Leiria)mar revolto
sentimentos perdidos,
busca inebriada
duma onda agitada
onde me encontro
deixo-me envolver
consciente do perigo.
enrolo-me,
sei que vou sofrer
um raio de Luz
penetra a onda.
chega até mim
mar calmo
sentimentos clareados.
num rasgo de lucidez
de olhos molhados,
meu corpo flutua
sobre a espuma
que se espraia
no imenso areal,
onde me largo
abro os olhos.
vislumbro a Luz
que me aconchega
que me seduz
que me diz chega
fecho os olhos.
interiorizo
momentos,
memórias...
verifico
- eu vivo...
... até já ...
O MEU REENCONTRO ...

É tarde.
Corro, suavemente, a porta de acesso à varanda e, saio.
A noite está fria. A humidade entranha-se-me no corpo. Sinto-o, com prazer, a arrepiar-se. É uma sensação que dilui o prazer no tirintar de frio.
Debruço-me no ferro gélido que envolve este meu espaço de abandono ao real.
O meu olhar, lentamente, percorre, um a um, os prédios que à distância me rodeiam.
Notam-se alguns sinais de uma época que não tarda a findar. Luzinhas cintilam, intermitentemente, anunciando algo festivo.
Não dou muita importância a esses apelativos enfeites que, para mim, mais do que isso não representam.
Continuo na minha viagem através dos inertes blocos de cimento que, teimosamente, continuam a germinar como se de cogumelos se tratassem.
Aos poucos, aqui e ali, apagam-se as luzes que ainda brilham pelas frestas das persianas ou trespassam o colorido das cortinas.
Olho o céu; uma mancha esbranquiçada teima em esconder aquele estrelinha com a qual tantas vezes converso. Hoje, não a consigo ver...
Logo hoje... que Te vinha contar um segredo.
Paciência. Vou contar-to à mesma por que eu sei que estás aí.
Lembras-te das vezes que eu vinha para aqui olhar-Te e, as lágrimas, teimavam em rolar pelo meu rosto?
Pois isso acabou!
Não,não Te esqueci!
Com a ajuda de quem gosta de mim, resolvi roubar-Te ao céu e colocar-Te dentro do meu coração.
Vais ver como vai ser agradável; vais rir com as minhas "loucuras", aborrecer-Te com os meus maus humores, controlar as minhas inseguranças,...
É isso.
Vou, tentar, ser feliz para que, agora que estás aqui bem dentro de mim, possas vibrar com as minhas alegrias, sorrir com as minhas risadas e, também, dizer-me "Pára" quando eu me exceder.
Pois é, a entrada deste novo ano não me trouxe euforias momentâneas. Trouxe-me uma coisa muito mais importante; trouxe-me algo que eu quero que dure o ano todo: o meu reencontro. Sim,porque se não for eu a fazê-lo, ninguém o poderá fazer por mim.
Nota: Seria injusto não agradecer a quem tanto me tem ajudado neste processo; não cito nomes pois, eu sei, que sabem quem são.
O meu agradecimento do fundo do coração.
... até já...
... 2009 ...
A poucos dias de entrarmos, pé ante pé, num novo ano, eis que nos vemos envolvidos de uma panóplia de meios a publicitar festas, populares ou privadas, mas cujo o fim é o mesmo: dar as boas vindas ao ano de 2009.
A euforia instala-se. Pensam-se nas vestimentas mais apelativas, nos dourados e nas lantejoulas; marcam-se lugares para não se ser surpreendido pela palavra que não se quer ouvir nesta época, "Esgotado"; instala-se a lufa-lufa do cabeleireiro, esteticista, costureiro,... .
Mas digam-me que estou enganada! Nada disto se vai passar este ano.
Claro que não! Que disparate o meu!
Estamos, ainda, no rescaldo da onda de solidariedade do Natal. Continuamos todos empenhados em ajudar. Há crianças que continuam sem tecto, sem comer, sem agasalhos; continua a violência doméstica; corpos "sem vida", continuam a deambular por ruelas escuras, procurando um recanto do passeio onde passar a noite.
Nada mudou de 25 de Dezembro para cá.
Continuamos a ver, diariamente, mais do mesmo.
Pois, então, façamos do cliché tão utilizado nesta época "Natal é quando um Homem quiser", uma frase a aplicar sempre que passarmos ao lado da realidade que nos ladeia e, para a qual muitas vezes temos uma atitude autista.
Natal é Nascimento. Todos os dias nascem novos Seres.
Vamos pensar nisto...
... até já ...
MIMOS DE NATAL ...
Amor
Partilha
Paz
Amizade
Solidariedade
Família
Honestidade
e, muita...
...Tolerância
são os meus mimos de Natal para todos que me visitarem.
Sejam felizes
Beijinhos
NÂO TE QUERO MAGOAR ...

Nada mais me atormenta que a insistente sensação de ter magoado um amigo.
Hoje, quando acordei, a primeira coisa que visionei, mesmo antes de ver a luz do dia, foi um olhar triste de alguém que, mesmo que por breves instantes, se preocupou comigo; procurou-me para dissipar dúvidas, e o que encontrou? Eu, bem disposta, num fim de noite, estupidamente a brincar.
Foi uma brincadeira inocente de amigas que, por tanto gostarmos de estar juntas, não pensámos no mal estar que isso lhe podia provocar.
Notei que ficou triste; desapontada, talvez.
São nestes momentos que, páro, e reconheço o quão importante para mim é a Amizade.
A Amizade sincera; a Amizade desinteressada.
Este episódio, infeliz, veio reforçar a falta que me fazes para partilhar mesmo, que simples momentos.
Desculpa, Amiga
Beijinho
MAR SONORO ...
Mar sonoro, mar sem fundo mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós,
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
DEIXEM-ME SER EU ...
Serenamente, a noite vai entrando sem que, para isso, necessite pedir licença.
Traz consigo um turbilhão de vivências que eu quero esquecer; são pessoas, pensamentos, frases, atitudes, enfim, ..., momentos.
Numa luta incessante, aguardo que o cansaço tome conta de mim.
Em vão.
No palco das minhas emoções, os actores atropelam-se em falas que eu quero esquecer.
Chega.
As luzes apagam-se e, com elas, o silêncio impõe-se. São escassos instantes de repouso.
As luzes acendem-se de novo. Eles voltam. Agitam-se. Balbuciam palavras que se atropelam em movimentos estonteantes.
Parem! Parem!
As luzes voltam a apagar-se. Acendem-se. Apagam-se. Acendem-se...
Eis que, por uma fresta da persiana, um tímido raio de luz se espraia.
Um novo dia começa.
Rostos, frases, atitudes, ..., vão regressar.
NÃO!
Eu vou resistir. Só vai entrar quem eu quiser.
Sei que, melancolicamente, vou sorrir.
Vou ser EU ...
Bem-Hajam os meus amigos